José Américo de Almeida - Cronologia
1887 – 10 de janeiro, no Engenho Olho D’água, no Município de Areia, Estado da Paraíba, nasce José Américo de Almeida, filho de Ignácio Augusto de Almeida e Josepha Leopoldina de Almeida.
1896 – Na propriedade da família, aprende as primeiras letras com a professora Verônica dos Santos Leal.
1898 – Com a morte do pai, aos 11 anos, em companhia do vigário Odilon Benvindo, seu tio, vai para Areia, onde continua seus estudos.
1901 – Aos 14 anos é levado pelo tio para o Seminário da Paraíba, onde permanece três anos.
1904 – Deixa o Seminário e faz, de uma só vez, todos os preparatórios do Lyceu Paraibano. No mesmo ano, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife.
1907 – A vocação literária se revela quando, com Simão Patrício e Eduardo Medeiros, edita em Areia o Jornal CORREIO DA SERRA. Publica sonetos em A UNIÃO, diário da capital.
1908 – Aos 21 anos, conclui o curso de Direito na capital pernambucana. Regressa à Paraíba e já atraído pela política filia-se ao partido chefiado pelo senador Gama e Melo, de oposição ao então Presidente do Estado, Monsenhor Walfredo Leal, tio de José Américo.
1909 – Nomeado Promotor Público da Comarca de Sousa no alto sertão da Paraíba, permanece no cargo por um ano; inicia-se, depois, na profissão de advogado.
1911 – Nomeado Procurador Geral do Estado, exerce o cargo por onze anos.
1912 – Aos 25 anos, casa-se com D. Anna Alice Mello, e dessa união nascem três filhos: Reynaldo, Selda e José Américo Filho.
1921 – Nomeado Consultor Jurídico do Estado, continua exercendo a advocacia, conquistando clientela, não só na Paraíba, mas em Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
1922 – Nomeado novamente Procurador do Estado – publica sua primeira obra literária: Reflexões de uma cabra novela em que faz de maneira satírica “uma análise da psicologia no nordestino que foge do seu habitat”. – Colaborador assíduo da Revista ERA NOVA e do Jornal A UNIÃO, a partir desta época.
1923 – Publica A Paraíba e seus problemas, ensaio que reflete estudos de Economia, Geografia Humana e Sociologia.
1928 – Publica o romance A Bagaceira, considerando um marco na literatura brasileira, que lhe confere projeção nacional como escritor. Essa obra encontra-se na 32ª edição em língua portuguesa e tem quatro edições em língua estrangeira: espanhol, inglês e esperanto, além de versão em francês (inédita), pela Fundação Casa de José Américo e Edição Crítica publicada em 1989.
1930 – Eleito Deputado Federal, seu mandato é depurado com o de toda bancada da Aliança Liberal, numa reação do Governo Federal.
- Volta a Paraíba quando é nomeado Secretário de Segurança Pública pelo Presidente João Pessoa.
- Assume a chefia da Revolução ao Norte e Nordeste.
- Assume a chefia da Revolução no Norte e Nordeste.
- Proclamado Interventor do Estado e Chefe do Governo Central do Norte até a posse de Getúlio Vargas.
- Nomeado Ministro da Viação e Obras Públicas no Governo Provisório.
1932 – Tem grande atuação no combate às secas do Nordeste.
1933 – Publica Ministério da Viação e Obras Públicas no Governo Provisório – Relatório.
1934 – Deixa o Ministério e é nomeado Embaixador junto ao Vaticano, porém, renuncia ao cargo.
- Publica o Ciclo Revolucionário do Ministério da Viação e Obras Públicas – Relatório.
1935 – Eleito Senador pela Paraíba, renuncia três meses depois de assumir o cargo.
- Publica duas outras novelas: O Boqueirão e Coiteiros, nas quais trata de dois grandes problemas do Nordeste: as secas e o cangaço.
- Nomeado Ministro do Tribunal de Contas da União, cargo vitalício no qual se aposentou.
1937 – É candidato à Presidência da República, oportunidade em que pronuncia discursos notáveis. Com o Golpe do Estado, retorna às funções no Tribunal de Contas da União.
1945 – concede a famosa entrevista para o CORREIO DA MANHÃ ao jornalista Carlos Lacerda.
1946 – Candidato a Vice- Presidente da República por eleição indireta. Mais não foi eleito.
- É escolhido para Presidente da união Democrática Nacional – UDN.
1947 – Novamente eleito Senador pela Paraíba.
1950 – eleito Governador do Estado da Paraíba.
1953 – Assume, novamente, o Ministério de Viação e Obras Públicas, licenciando-se do cargo de Governador do Estado.
- Publica as Secas do Nordeste (exposição e debates na Câmara Federal).
1954 – No mês de setembro retorna ao cargo de Governador do Estado da Paraíba.
- Publica Ocasos de Sangue – crônicas de estilo memorialista, em que narra as mortes trágicas de João Pessoa, Afrânio de Melo Franco e Getúlio Vargas.
1956 – Funda a Universidade da Paraíba, deixa o Governo do Estado.
1957 – é nomeado Reitor da Universidade da Paraíba, deixando o cargo meses depois.
- Publica na Revista O CRUZEIRO a série de crônicas: Sem me rir, sem chorar. São vinte e cinco textos de tom memorialista em que conta episódios do homem público e do escritor.
1958 – Candidato ao Senado pela Paraíba. Perde a eleição e afasta-se da vida pública.
Torna-se conhecido o Solitário de Tambaú.
1962 – Falece sua esposa, Senhora Anna Alice de Mello Almeida.
1964 – Publica Discursos de seu tempo; discursos de caráter não-político, pronunciados em várias ocasiões de 1928 a 1964.
1965 – Publica A Palavra e o tempo, discursos que refletem etapas na vida política de 1930 a 1951.
- Em 22 de junho toma posse na cadeira consagrada ao poeta Raul Machado, na Academia Paraibana de Letras.
1967 – é eleito na Academia Brasileira de Letras para a cadeira nº 38, que tem como patrono Tobias Barreto.
- Escreveu Ad Immortalitatem, discurso que pronuncia por ocasião da posse na Academia Brasileira de Letras.
1968 – Publica O Ano do Nego, memórias.
- Escreve Graça Aranha, o doutrinador – ensaio.
1970 – Publica Eu e Eles, memórias.
1975 – Publica Quarto Minguante, seu único livro de poesias. Em plena maturidade José Américo revela-se poeta, e através da linguagem simbólica narra experiências de sua vida singular.
1976 – Publica Antes que eu me esqueça, memórias.
- Recebe o título de intelectual do ano pela União Brasileira de Escritores – Troféu “Juca Pato” da Folha de São Paulo.
1980 – A 10 de março, com noventa e três anos, falece no seu retiro de Tambaú, sendo sepultado com honras de Ministro de Estado.
- Em 10 de dezembro, é criada a Fundação Casa de José Américo pelo então Governador Tarcísio de Miranda Burity, através da Lei nº 4.195, na casa onde o ilustre paraibano viveu os últimos vinte e dois anos de sua existência.
1982 – Em 25 de novembro de 1982 seus restos mortais, juntamente com os de sua esposa, foram translados para um memorial construído no jardim de sua antiga residência, hoje Fundação Casa de José Américo.
1983 – Inauguração do mausoléu, em 20 de janeiro, pelo Presidente da República João Figueiredo.
Cronologia montada por Adylla Rabello a partir da documentação do escritor, pertencente ao Arquivo da Fundação Casa de José Américo.





