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Defeso do caranguejo-uçá começa neste domingo (18) e segue até abril na Paraíba

publicado: 15/01/2026 19h15, última modificação: 15/01/2026 19h18
Período protege a reprodução do caranguejo-uçá nos manguezais e garante a sustentabilidade da espécie
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Começa neste domingo (18) o período de defeso do caranguejo-uçá (Ucides cordatus), também conhecido como “andada”, em respeito à época que o crustáceo sai de sua toca para se reproduzir. Durante esse intervalo, a captura e a comercialização do animal ficam proibidas, como forma de proteger a reprodução da espécie, especialmente em um momento de alta movimentação turística no litoral paraibano.

O objetivo é proteger os animais que, nessa fase, ficam mais expostos e vulneráveis à captura, impedindo a completude de seu ciclo reprodutivo e comprometendo o equilíbrio dos manguezais. Respeitar o defeso é garantir o equilíbrio ambiental e a presença do caranguejo na cultura, na economia e na culinária nordestinas.

Confira as datas do defeso do caranguejo-uçá em 2026 na Paraíba:
📅 18 a 23 de janeiro
📅 1º a 6 de fevereiro
📅 17 a 22 de fevereiro
📅 3 a 8 de março
📅 18 a 23 de março
📅 17 a 22 de abril

Durante o defeso, é proibida a captura, transporte, armazenamento e comercialização do caranguejo-uçá. O consumo só é permitido quando o produto tem origem legal, proveniente de estoques declarados antes do início do período. Comerciantes e estabelecimentos devem realizar o cadastro e a declaração de estoque junto ao Ibama, conforme disposto na Portaria Interministerial 24/2026, disponível no link: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-interministerial-mpa/mma-n-45-de-12-de-janeiro-de-2026-680668882

A Sudema, através da Divisão de Fiscalização, atua na proteção do caranguejo-uçá, assim como da lagosta vermelha, verde e pintada. Em caso de avistamento de captura, denuncie através do contato: (83) 98844-2191. Reforçamos que o respeito ao defeso é uma responsabilidade coletiva. Além de evitar multas e sanções previstas na legislação ambiental, a medida contribui diretamente para a conservação dos manguezais, a manutenção da atividade pesqueira e a proteção de um animal que se tornou símbolo da identidade costeira nordestina.