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Sudema e ICMBio discutem ações para conservar anfíbios e répteis ameaçados na Paraíba
A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizaram, nesta quinta-feira (15), uma reunião técnica para discutir a implementação de ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna Ameaçada do Nordeste (PAN Herpetofauna do Nordeste) na Paraíba. O encontro reuniu representantes de diferentes setores ambientais para identificar possibilidades de incorporar as diretrizes do plano às atividades já desenvolvidas pelos órgãos públicos.
Os Planos de Ação Nacional (PANs) são instrumentos de gestão participativa que estabelecem objetivos e ações prioritárias para a conservação de espécies ameaçadas de extinção. No caso da herpetofauna, o trabalho é voltado a anfíbios e répteis e considera, entre outros aspectos, a proteção dos ambientes em que essas espécies vivem. Segundo Tatiana Raquel Alves Vilaça, analista ambiental, bióloga e mestre em Zoologia do ICMBio, a articulação com os órgãos estaduais permite direcionar ações existentes às necessidades específicas dos grupos ameaçados.
“Quando uma ação que já faz parte da rotina do órgão é direcionada às especificidades desses grupos, ela se torna mais efetiva”, explicou Tatiana. A reunião buscou justamente identificar como as atividades realizadas pela Sudema podem contribuir para as metas do PAN, considerando as características ambientais da Paraíba e as áreas de ocorrência das espécies prioritárias para conservação.
Entre os temas discutidos estiveram o licenciamento ambiental, a fiscalização, a gestão da fauna e das unidades de conservação, a educação ambiental, a recuperação de áreas degradadas e a prevenção de incêndios. De acordo com Leandro Silvestre, coordenador da Divisão de Fauna (DIFAU) da Sudema, um dos pontos abordados foi a necessidade de estabelecer normativas que orientem, de forma objetiva, a consideração das espécies contempladas pelo PAN nos processos de avaliação ambiental. Isso inclui o levantamento da fauna em áreas de empreendimentos, a análise da localização dos projetos e a definição de medidas para reduzir impactos sobre espécies ameaçadas.
A educação ambiental também foi apontada como uma frente importante, especialmente para combater a desinformação e o medo relacionados às serpentes, que podem levar à captura ou ao abate desnecessário desses animais. Foram discutidas ainda possibilidades de cooperação com universidades e de ampliação do apoio ao atendimento da fauna em outras localidades do estado. A proteção dos habitats, por sua vez, pode envolver ações de recuperação ambiental, conexão entre fragmentos de vegetação e identificação de áreas prioritárias para conservação.
Como próximos passos, a articulação deverá avançar com o compartilhamento de materiais, novas discussões entre as instituições e a definição de ações conjuntas. A proposta é aproveitar a estrutura e as atividades que os órgãos já desenvolvem, direcionando esforços para as espécies e os ambientes considerados prioritários pelo PAN Herpetofauna do Nordeste.