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Sudema intensifica fiscalizações no Refúgio de Vida Silvestre Mata do Buraquinho

publicado: 26/03/2026 15h07, última modificação: 26/03/2026 15h08
Ações ocorrem em parceria com o BPMA e integram estratégia contínua de monitoramento e proteção da unidade
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A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) iniciou uma operação de intensificação das fiscalizações no Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Mata do Buraquinho, em João Pessoa, com o objetivo de reforçar a segurança e coibir práticas irregulares na Unidade de Conservação (UC).

As ações estão sendo realizadas em parceria com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e têm como foco principal os dias considerados mais críticos, a partir de denúncias registradas relativas à prática de caça ilegal.

De acordo com a tenente Clara Gimena Diniz Filgueira, do BPMA, as equipes estão atuando de forma contínua na área. “Estamos realizando fiscalizações de rotina, com foco nos dias apontados como mais críticos. Nossas ações estão voltadas para a segurança da área como um todo”, destacou.

O diretor do Jardim Botânico Benjamim Maranhão (JBBM), Bruno Assis, responsável pela gestão do RVS, destaca que a caça não é uma prática recorrente na UC, mas que as ações de fiscalização são fundamentais para prevenção e controle. “A gente tem ações de combate à caça, mesmo não tendo registros dessa atividade de forma tão intensa, mas as estratégias feitas junto com o Batalhão da Polícia Ambiental fazem parte de um cronograma de fiscalização”, explicou.

Segundo o gestor, o monitoramento é realizado de forma contínua e orienta as ações em campo. “Quando encontramos vestígios, como pegadas, armadilhas ou até a presença de indivíduos, essas informações são registradas e passam a integrar o histórico da área, orientando o monitoramento e as ações de fiscalização. Há um planejamento estruturado para essas situações”, completou.

Bruno Assis também ressaltou que as ações são desenvolvidas de forma integrada entre diferentes setores da Sudema. “A periodicidade dessas atividades ocorre continuamente pela equipe técnica interna, em conjunto com a Divisão de Fiscalização, o que fortalece a proteção da unidade”, destacou.

A Sudema reforça que a entrada em UCs portando instrumentos ou substâncias voltadas à prática de caça ou exploração de recursos naturais sem autorização constitui infração ambiental e crime, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/1998 e no Decreto Estadual nº 44.889/2024. As penalidades incluem detenção e multa, além de sanções administrativas.

A intensificação das fiscalizações integra um conjunto de medidas voltadas à proteção da biodiversidade e à garantia do uso adequado das unidades de conservação, assegurando a preservação ambiental e a segurança dos visitantes.